sábado, 29 de abril de 2017

Nota

Nota da Pastoral Operária Nacional 
sobre o 1º de Maio de 2017
"O pão dos indigentes é a vida dos pobres, e quem tira a vida dos pobres é assassino. Mata o próximo quem lhe tira seus meios de vida, e derrama sangue quem priva o operário de seu salário.”.
(Eclesiástico 34, 21-22).
No dia internacional do trabalhador e da trabalhadora, a classe trabalhadora enfrenta mudanças no Mundo do Trabalho que prometem ser históricas na longa caminhada de conflitos entre Capital e Trabalho.

Vivemos hoje o extremo da ganância da burguesia capitalista, na qual os “donos do poder” declaram que não bastam as reformas (trabalhista, previdência, terceirização, educação, política), mas querem mais. Mesmo com tudo que as estruturas de poder político e econômico tem feito, destruindo direitos conquistados com suor, sangue e vida dos que trabalham, vendendo a única coisa que possuem, sua vitalidade, sua energia, o sistema econômico ainda quer mais.
Assistimos, atônitos, o governo de Michel Temer, um Congresso Nacional sustentado em seus alicerces pela corrupção, com o dinheiro daqueles que tudo produzem, tudo contribuem, com pesados impostos e assistem a riqueza dos que vegetam como vermes por sobre a miséria, fome e corpo sem vida por não ter o necessário para viver.
Cresce a fileira dos que foram jogados para fora do direito ao trabalho, do direito a morar com dignidade. Mas assistimos a ganância dos que corrompem com os que são corrompidos, preocupados unicamente em acumular, mesmo que para isso destruam sonhos, oferecendo a ilusão de uma sociedade de fartura que na verdade gera a cultura do ter em detrimento do ser.
É nesta sociedade que “Mata o próximo quem lhe tira seus meios de vida, e derrama sangue quem priva o operário de seu salário” (Eclo 34, 22), que está a consumir “O pão dos indigentes é a vida dos pobres” (Eclo 34, 21).
No livro do êxodo Deus disse: Eu vi, eu vi a miséria do meu povo que está no Egito. Ouvi o seu grito por causa de seus opressores; pois eu conheço as suas angústias. Por isso desci a fim de libertá-lo da mão dos egípcios, e fazê-lo subir desta terra para uma terra boa e vasta, terra que emana leite e mel (Ex 3,7-8).
Deste modo, repudiamos todas as reformas desse governo da maneira que está sendo imposta, a aliança entre capital e política para retirar direitos da classe trabalhadora. E reafirmamos que o trabalho digno é nosso direito, lutar por ele é nosso dever! Por isso seguimos na defesa incondicional dos direitos do povo trabalhador, nas organizações pastorais, sociais, nos partidos, sindicatos, sobretudo nas bases, por nenhum direito a menos!
Que Deus nos ajude!
Pastoral Operária Nacional

sábado, 8 de abril de 2017

CJP


Texto do tema central da 55ª AG segue para avaliação final

Documento deve estimular lideranças comunitárias e eclesiais 
na implementação de caminhos evangelizadores 
Neste ano, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil irá realizar a sua 55ª Assembleia Geral. O encontro anual do episcopado brasileiro será em Aparecida (SP), entre os dias 26 de abril e 5 de maio. O tema central abordará a “Iniciação à vida cristã”. Em preparação para a reflexão da temática, uma comissão foi montada e elaborou um texto que será debatido pelos bispos durante os dez dias de trabalho, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Após receber contribuições, a segunda versão do documento foi enviada nesta semana aos membros da CNBB.

ONU Brasil

No Brasil, diferentes crenças se unem no combate à intolerância religiosa

Carta Circular

Carta Circular às Comissões Justiça e Paz
Confrades e confreiras,
A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou dia 23 de março, nota sobre a Reforma da Previdência. No texto, os bispos sustentaram que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016 “escolhe o caminho da exclusão social”.
Os bispos também convocaram os cristãos e pessoas de boa vontade “a se mobilizarem para buscar o melhor para o povo brasileiro, principalmente os mais fragilizados”. O chamamento feito pelos nossos pastores, impele as comissões justiça e paz a procurar formas e meios para atender o chamado de nossos bispos, como por exemplo, a se inserirem nos debates e mobilizações em suas regiões, identificando quais deputados (as) atuam nas dioceses e arquidioceses, de modo a não aprovarem a PEC 287 pelos graves riscos nela embutidos à Segurança Social, especialmente aos mais vulneráveis.

NOTA DA CNBB

NOTA DA CNBB SOBRE A PEC 287/16 
“REFORMA DA PREVIDÊNCIA”
Ai dos que fazem do direito uma amargura e a justiça jogam no chão”
(Amós 5,7)

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, dos dias 21 a 23 de março de 2017, em comunhão e solidariedade pastoral com o povo brasileiro, manifesta apreensão com relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, de iniciativa do Poder Executivo, que tramita no Congresso Nacional.
O Art. 6º. da Constituição Federal de 1988 estabeleceu que a Previdência seja um Direito Social dos brasileiros e brasileiras. Não é uma concessão governamental ou um privilégio. Os Direitos Sociais no Brasil foram conquistados com intensa participação democrática; qualquer ameaça a eles merece imediato repúdio.

GRITO DOS/AS EXCLUÍDOS/AS