quinta-feira, 20 de agosto de 2020

NOTA DE APOIO E SOLIDARIEDADE

NOTA DE APOIO E SOLIDARIEDADE

  

“Bem aventurados os perseguidos por causa da justiça porque deles é o Reino dos Céus. Bem aventurados quando, por minha causa os insultarem, perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vocês (...). Porque foi assim que perseguiram aos profetas antes de vocês” (Mateus 5,10-12)

A Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Luís, manifesta seu apoio e solidariedade aos bispos do Maranhão: dom Armando Martin Gutiérrez, bispo de Bacabal; dom Élio Rama, bispo de Pinheiro; dom Evaldo dos Santos, bispo de Viana; dom Francisco Lima Soares, bispo de Carolina; dom Jan Kot, bispo de Zé Doca; dom José Belisário da Silva, arcebispo de São Luís; dom José Valdeci Santos Mendes, bispo de Brejo;  dom Rubival Cabral Britto, bispo de Grajaú; dom Sebastião Bandeira Coêlho, bispo de Coroatá e presidente do Regional NE 5 da CNBB; dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Caxias; dom Valentim Fagundes de Meneses, bispo eleito de Balsas; dom Vilsom Basso, bispo de Imperatriz; dom Carlo Ellena, bispo emérito de Zé Doca; dom Xavier Gilles de Mapeou d’Ableiges, bispo emérito de Viana e padre Nadir Luiz Zanchet, administrador diocesano de Balsas, por terem assinado a “CARTA AO POVO DE DEUS”, de 22 de julho de 2020.

 

Diante da dramática crise política, econômica, sanitária e ambiental que atravessa o Brasil, os bispos escreveram essa carta ao Povo de Deus, considerada um documento profético, na qual expressam sua “profunda comunhão com o Papa Francisco e seu magistério” e “comunhão plena com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que no exercício de sua missão evangelizadora, sempre se coloca na defesa dos pequeninos, da justiça e da paz”.

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

CARTA AO POVO DE DEUS

 

CARTA AO POVO DE DEUS

22 de julho de 2020.
Festa de Santa Maria Madalena, “Apóstola dos Apóstolos”.

 

Povo de Deus,
a vós, graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo (Ef 1,2).

Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância (Jo 10, 10).

 

1.   Somos bispos da Igreja Católica, de várias regiões do Brasil, em profunda comunhão com o Papa Francisco e seu magistério e em comunhão plena com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que no exercício de sua missão evangelizadora, sempre se coloca na defesa dos pequeninos, da justiça e da paz. Escrevemos esta Carta ao Povo de Deus, interpelados pela gravidade do momento em que vivemos, sensíveis ao Evangelho e à Doutrina Social da Igreja, como um serviço a todos os que desejam ver superada esta fase de tantas incertezas e tanto sofrimento do povo.  

2.   Evangelizar é a missão própria da Igreja, herdada de Jesus. Ela tem consciência de que “evangelizar é tornar o Reino de Deus presente no mundo” (Alegria do Evangelho, 176). Temos clareza de que “a proposta do Evangelho não consiste só numa relação pessoal com Deus. A nossa reposta de amor não deveria ser entendida como uma mera soma de pequenos gestos pessoais a favor de alguns indivíduos necessitados [...], uma série de ações destinadas apenas a tranquilizar a própria consciência. A proposta é o Reino de Deus [...] (Lc 4,43 e Mt 6,33)(Alegria do Evangelho, 180). Nasce daí a compreensão de que o Reino de Deus é dom, compromisso e meta.

3.   É neste horizonte que nos posicionamos frente à realidade atual do Brasil. Não temos interesses político-partidários, econômicos, ideológicos ou de qualquer outra natureza. Nosso único interesse é o Reino de Deus, presente em nossa história, na medida em que avançamos na construção de uma sociedade estruturalmente justa, fraterna e solidária, como uma civilização do amor.

GRITO DOS/AS EXCLUÍDOS/AS