quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Rede Brasileira Justiça e Paz

Mensagem pública aprovada pelas Comissões Justiça e Paz da CNBB e a Comissão Justiça, Paz e Integridade da Criação da CRB, que formam a Rede Brasileira Justiça e Paz, reunidas em Brasília, de 10 a 12 de Novembro de 2017.

Misericórdia e fidelidade se encontram,
justiça e paz se abraçam (Salmo 85, 11)

A realidade brasileira expõe uma nação à deriva, sem rumo, entregue à voracidade do mercado financeiro nacional e internacional. Há quem sustente que esta situação revela algo premeditado e com objetivo claro: aprofundar o modelo de país voltado para fora como fonte de matérias primas oferecidas às metrópoles de plantão. 

Tal anomalia tem uma funcionalidade, pois legitima a adoção de políticas que, num quadro de normalidade, jamais seriam aceitas. Ao explorar o vocábulo crise, implicitamente induz à admissão de que o Estado Democrático de Direito ainda subsiste e não estaríamos caindo em outra realidade, um novo formato de Estado, voltado à multiplicação de lucros e ampliação do controle penal dos “indesejáveis”, em negação de valores essenciais à própria humanidade. 

É dentro desta perspectiva, que se explica a interminável necessidade de buscar a desconstrução dos instrumentos de governança e inclusão social, que desde 1930 deram sentido à nacionalidade brasileira, apesar dos inúmeros limites e percalços que não podem ser olvidados. 

Há poucos meses foi decretado o fim da CLT, medida que acaba de entrar em vigor, ousadia que nem o arbítrio de 1964 foi capaz de propor. O atual Presidente da República comporta-se sem cerimônia e desprovido da “liturgia do cargo” para enterrar as denúncias que pesam contra ele e seus mais próximos auxiliares. Para tanto, faz uso indevido de nomeações, verbas e distribui privilégios que o mau manejo da máquina pública proporciona, em escandalosa cooptação de parlamentares e parte majoritária da mídia empresarial. 

sábado, 30 de setembro de 2017

Carta das Comunidades e Povos do Cerrado

Carta das Comunidades e Povos do Cerrado

Encontro dos Povos e 1ª Romaria Nacional do Cerrado
Balsas, Maranhão, 27 a 30 de setembro de 2017
 “Já chega de tanto sofrer, já chega de tanto esperar,
a luta vai ser tão difícil, na lei ou na marra nós vamos ganhar...”
 Nós, romeiros e romeiras e participantes do Encontro dos Povos do Cerrado e da 1ª Romaria Nacional do Cerrado, Balsas, MA, que teve como tema “Cerrado: os povos gritam por água e território livres” e lema: “Bendita és tu, ó Mãe Água, que nasces e corres no coração do Cerrado, alimentando a vida”, saudamos todo o povo deste imenso Brasil. Somos Indígenas, Geraizeiros, Quilombolas, Quebradeiras de Coco, Posseiros, Comunidades de Fundo e Fecho de Pasto, Pescadores, Vazanteiros, Veredeiros, Retireiros do Araguaia, Acampados e Assentados da Reforma Agrária, Atingidos por Barragens, e Trabalhadores e Moradores Urbanos e queremos compartilhar com vocês a riqueza destes dias.
No Encontro dos Povos, com cerca de 600 participantes, em debates, trocas, cantos, danças e rezas, partilhamos nossa dores, lutas, resistências e rebeldias, nutridas na força das águas de nossos rios, na esperança de afastar o mal que quer nos calar, nos expulsar e nos assassinar como estão fazendo com tantas lutadoras e lutadores do povo. As mortes matadas de tantos companheiros – 63 camponeses em conflitos agrários só este ano no país até agora – marcam o atual recrudescimento assustador da violência no campo e nas cidades, mas não nos intimidam. Elas são também denúncias trágicas de um projeto desumano e ecocida. Choramos nossos mortos, mas os temos como sementes vivas de uma nova terra justa e igualitária, que nos encorajam a seguir em frente, até “colher frutos maduros”. Daí cantamos a rejeição aos projetos de morte:
“aê meu povo, vamos prestar atenção...vem aí o MATOPIBA destruindo o Maranhão...”

terça-feira, 20 de junho de 2017

Quarta de Paz

Amigos e amigas,
No dia 21, acontecerá mais uma Quarta de Paz. Fizemos uma alteração em nosso calendário em razão da urgência do tema que envolve a realidade de nossa soberania  ameaçada pelo governo brasileiro.
Mais uma vez, corremos o risco da Base Espacial de Alcântara ser entregue para os Estados Unidos, ameaça que se renova, como nos anos anteriores a 2003.
Por essa razão, realizaremos, no dia 21 de junho, às 19 horas, na Sala de Mutimídia do Colégio Santa Teresa - Rua do Egito, Centro, a Quarta de Paz, enfocando o tema "Alcântara - um bioma em constante degradação e ameaças à soberania nacional".
Para discorrer sobre essa gravíssima questão nacional, está convidado o jornalista Luiz Pedro de Oliveira e Silva, um dos coordenadores do Fórum em Defesa de Alcântara.
Dada a relevância do assunto, transferimos o tema que seria objeto de estudo no dia 21 de junho próximo para o dia 20 de setembro.
Esperamos encontrá-los neste momento, em que a participação de cada cidadão e cidadã será significativa para a defesa de nosso Patrimônio e da soberania nacional.
Atenciosamente
Martha Bispo
Secretária-Executiva da CJP

segunda-feira, 19 de junho de 2017

CJP - QUARTAS DE PAZ

A QUARTA DE PAZ de junho, atividade promovida, mensalmente, pela Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Luís (CJP), será realizada no próximo dia 21, na Sala Multimídia do Colégio Santa Teresa, à Rua do Egito - Centro.

Na oportunidade, será abordado:  "Alcântara - um bioma em constante degradação", antecipado, no calendário da CJP, pela urgência e relevância da causa que atinge, inclusive, a questão da soberania nacional.

Apresentará o tema o jornalista e ex-deputado Luiz Pedro, seguido de debate.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

CJP - QUARTAS DE PAZ

Registro fotográfico do projeto QUARTAS DE PAZ que apresentou para discussão o tema “BIOMA: CERRADO E POPULAÇÕES TRADICIONAIS”. 
O assunto foi aprofundado pelo expositor Flávio Lazzarin, padre e agente da CPT/MA, e ocorreu no dia 17 de maio de 2017 no Salão Paroquial da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios em São Luís.


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Igreja do Maranhão

Igreja do Maranhão lança campanha sobre o risco do projeto MATOPIBA
Por Pastoral Juvenil Regional Nordeste 05
A Igreja Católica do Maranhão, composta por 12 dioceses, lança a campanha que alerta sobre o risco do projeto MATOPIBA. A campanha consiste em coletar assinaturas em todo o estado, e levá-las para audiências públicas no governo federal e estadual, previstas para o mês de outubro. Segundo os bispos em nota, em janeiro deste ano, a expansão do agronegócio através do projeto MATOPIBA não proporciona o crescimento do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), e ainda destrói o bioma Cerrado e fere de morte cada vez mais as famílias do meio rural. LEIA AQUI A NOTÍCIA NA ÍNTEGRA.

sábado, 13 de maio de 2017

UM GOLPE POR DIA

UM GOLPE POR DIA, 

365 DIREITOS PERDIDOS

Uma cronologia, com 365 fatos e medidas que implicaram na perda de direitos dos brasileiros, é o caminho que optamos por percorrer. O último ano no Brasil foi marcado pelo verbo perder.

Coordenação Editorial: Monica Rodrigues Textos: Gabriel Hoewell e Monica Rodrigues Produção de Alertas: Ana Paula Amaral, Cris Rodrigues, Fernanda Sarkis, Gabriel Hoewell, Monica Rodrigues Projeto Gráfico e Diagramação: Gabriel Hoewell Arte: Felipe Spencer

Participe da Consulta Nacional!

CONSULTA NACIONAL SOBRE REFORMAS E AUDITORIA DA DÍVIDA

Deveríamos estar vivendo uma realidade de extrema abundância, com garantia de vida digna para todas as pessoas, tendo em vista as imensas riquezas e potencialidades do nosso país. No entanto, o cenário é de escassez, com desemprego recorde; ataque brutal aos direitos da classe trabalhadora com as propostas de reformas da Previdência e Trabalhista, além da privatização de riquezas naturais e de serviços essenciais como saúde e educação. Para que retirar direitos, se somos tão ricos?
Participe da Consulta Nacional!



São apenas quatro perguntas. Clique, aqui.


quinta-feira, 4 de maio de 2017

Nota Oficial da 55ª Assembleia Geral dos Bispos


O GRAVE MOMENTO NACIONAL
 “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça” (Mt 6,33)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil–CNBB, por ocasião de sua 55ª Assembleia Geral, reunida em Aparecida-SP, de 26 de abril a 5 de maio de 2017, sente-se no dever de, mais uma vez, apresentar à sociedade brasileira suas reflexões e apreensões diante da delicada conjuntura política, econômica e social pela qual vem passando o Brasil. Não compete à Igreja apresentar soluções técnicas para os graves problemas vividos pelo País, mas oferecer ao povo brasileiro a luz do Evangelho para a edificação de “uma sociedade à medida do homem, da sua dignidade, da sua vocação” (Bento XVI – Caritas in Veritate, 9).
O que está acontecendo com o Brasil? Um País perplexo diante de agentes públicos e privados que ignoram a ética e abrem mão dos princípios morais, base indispensável de uma nação que se queira justa e fraterna. O desprezo da ética leva a uma relação promíscua entre interesses públicos e privados, razão primeira dos escândalos da corrupção. Urge, portanto, retomar o caminho da ética como condição indispensável para que o Brasil reconstrua seu tecido social. Só assim a sociedade terá condições de lutar contra seus males mais evidentes: violência contra a pessoa e a vida, contra a família, tráfico de drogas e outros negócios ilícitos, excessos no uso da força policial, corrupção, sonegação fiscal, malversação dos bens públicos, abuso do poder econômico e político, poder discricionário dos meios de comunicação social, crimes ambientais (cf. Documentos da CNBB 50– Ética, Pessoa e Sociedade – n. 130)

segunda-feira, 1 de maio de 2017

CNBB

Dom Sebastião denuncia violência contra povo indígena Gamela na diocese de Viana (MA)

Dom Sebastião Lima Duarte

Foto: Maurício Sant’ana
A situação do povo indígena Gamela, no povoado de Bahias, município de Viana (MA), vítima de uma investida de homens armados de facões, paus e armas de fogo que resultou no ferimento de 15 pessoas, cinco em estado grave, no último dia 30 de abril, quando decidiu-se retirar de uma área retomada, foi assunto de Coletiva de Imprensa que a CNBB realizou, no 1º de Maio, no Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho de Almeida do Santuário Nacional de Aparecida-SP.

O bispo de Viana (MA), dom Sebastião Lima Duarte, disse que a situação se agravou após o processo de organização para retomada da terra colocado em curso pelo povo Gamela. Este povo chegou a ser considerado extinto, perdendo traços de sua cultura e língua. Há três anos, após um processo de organização popular acompanhado por organismos como o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e outras organizações, os indígenas resolveram assumir a sua identidade e organizar-se para a retomada de suas terras.
Segundo o religioso, há documentos e registros, inclusive da Universidade Federal do Maranhão, que comprovam que a terra foi doada aos indígenas ainda no período do Império. O processo de regularização da terra indígena se encontra parado em Brasília e no Incra. Na área, inclusive, segundo dom Sebastião, existem também acampamentos de Sem Terra.

Leia aqui a notícia na íntegra.

Fonte: CNBB

http://cnbb.net.br/dom-sebastiao-denuncia-violencia-contra-povo-indigena-gamela-na-diocese-de-viana-ma/


sábado, 29 de abril de 2017

Nota

Nota da Pastoral Operária Nacional 
sobre o 1º de Maio de 2017
"O pão dos indigentes é a vida dos pobres, e quem tira a vida dos pobres é assassino. Mata o próximo quem lhe tira seus meios de vida, e derrama sangue quem priva o operário de seu salário.”.
(Eclesiástico 34, 21-22).
No dia internacional do trabalhador e da trabalhadora, a classe trabalhadora enfrenta mudanças no Mundo do Trabalho que prometem ser históricas na longa caminhada de conflitos entre Capital e Trabalho.

Vivemos hoje o extremo da ganância da burguesia capitalista, na qual os “donos do poder” declaram que não bastam as reformas (trabalhista, previdência, terceirização, educação, política), mas querem mais. Mesmo com tudo que as estruturas de poder político e econômico tem feito, destruindo direitos conquistados com suor, sangue e vida dos que trabalham, vendendo a única coisa que possuem, sua vitalidade, sua energia, o sistema econômico ainda quer mais.
Assistimos, atônitos, o governo de Michel Temer, um Congresso Nacional sustentado em seus alicerces pela corrupção, com o dinheiro daqueles que tudo produzem, tudo contribuem, com pesados impostos e assistem a riqueza dos que vegetam como vermes por sobre a miséria, fome e corpo sem vida por não ter o necessário para viver.
Cresce a fileira dos que foram jogados para fora do direito ao trabalho, do direito a morar com dignidade. Mas assistimos a ganância dos que corrompem com os que são corrompidos, preocupados unicamente em acumular, mesmo que para isso destruam sonhos, oferecendo a ilusão de uma sociedade de fartura que na verdade gera a cultura do ter em detrimento do ser.
É nesta sociedade que “Mata o próximo quem lhe tira seus meios de vida, e derrama sangue quem priva o operário de seu salário” (Eclo 34, 22), que está a consumir “O pão dos indigentes é a vida dos pobres” (Eclo 34, 21).
No livro do êxodo Deus disse: Eu vi, eu vi a miséria do meu povo que está no Egito. Ouvi o seu grito por causa de seus opressores; pois eu conheço as suas angústias. Por isso desci a fim de libertá-lo da mão dos egípcios, e fazê-lo subir desta terra para uma terra boa e vasta, terra que emana leite e mel (Ex 3,7-8).
Deste modo, repudiamos todas as reformas desse governo da maneira que está sendo imposta, a aliança entre capital e política para retirar direitos da classe trabalhadora. E reafirmamos que o trabalho digno é nosso direito, lutar por ele é nosso dever! Por isso seguimos na defesa incondicional dos direitos do povo trabalhador, nas organizações pastorais, sociais, nos partidos, sindicatos, sobretudo nas bases, por nenhum direito a menos!
Que Deus nos ajude!
Pastoral Operária Nacional

sábado, 8 de abril de 2017

CJP


Texto do tema central da 55ª AG segue para avaliação final

Documento deve estimular lideranças comunitárias e eclesiais 
na implementação de caminhos evangelizadores 
Neste ano, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil irá realizar a sua 55ª Assembleia Geral. O encontro anual do episcopado brasileiro será em Aparecida (SP), entre os dias 26 de abril e 5 de maio. O tema central abordará a “Iniciação à vida cristã”. Em preparação para a reflexão da temática, uma comissão foi montada e elaborou um texto que será debatido pelos bispos durante os dez dias de trabalho, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Após receber contribuições, a segunda versão do documento foi enviada nesta semana aos membros da CNBB.

ONU Brasil

No Brasil, diferentes crenças se unem no combate à intolerância religiosa

Carta Circular

Carta Circular às Comissões Justiça e Paz
Confrades e confreiras,
A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou dia 23 de março, nota sobre a Reforma da Previdência. No texto, os bispos sustentaram que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016 “escolhe o caminho da exclusão social”.
Os bispos também convocaram os cristãos e pessoas de boa vontade “a se mobilizarem para buscar o melhor para o povo brasileiro, principalmente os mais fragilizados”. O chamamento feito pelos nossos pastores, impele as comissões justiça e paz a procurar formas e meios para atender o chamado de nossos bispos, como por exemplo, a se inserirem nos debates e mobilizações em suas regiões, identificando quais deputados (as) atuam nas dioceses e arquidioceses, de modo a não aprovarem a PEC 287 pelos graves riscos nela embutidos à Segurança Social, especialmente aos mais vulneráveis.

NOTA DA CNBB

NOTA DA CNBB SOBRE A PEC 287/16 
“REFORMA DA PREVIDÊNCIA”
Ai dos que fazem do direito uma amargura e a justiça jogam no chão”
(Amós 5,7)

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, dos dias 21 a 23 de março de 2017, em comunhão e solidariedade pastoral com o povo brasileiro, manifesta apreensão com relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, de iniciativa do Poder Executivo, que tramita no Congresso Nacional.
O Art. 6º. da Constituição Federal de 1988 estabeleceu que a Previdência seja um Direito Social dos brasileiros e brasileiras. Não é uma concessão governamental ou um privilégio. Os Direitos Sociais no Brasil foram conquistados com intensa participação democrática; qualquer ameaça a eles merece imediato repúdio.

segunda-feira, 13 de março de 2017

QUARTAS DE PAZ


QUARTAS DE PAZ NO DIA 15 DE MARÇO, ÀS 19:00 HORAS, NO SALÃO PAROQUIAL DA IGREJA DOS REMÉDIOS, CENTRO.
As Quartas de Paz, um encontro aberto para formação e informação da sociedade civil, está de volta no dia 15 de março, quarta-feira, às 19 horas, no Salão Paroquial da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios.
Há 8 anos, a Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Luís possibilita uma noite, na terceira QUARTA-FEIRA do mês, para um encontro de aprofundamento de um tema atual, seguido de debate.
No dia 15 de março, na reabertura, estaremos enfocando o tema BIOMAS E DEFESA DA VIDA, com o Padre Jean Marie Van Dame.
A temática explora a Campanha da Fraternidade de 2017, uma continuidade da CF de 2016. É um alerta da Laudato Si, encíclica do Papa Francisco, sobre os cuidados com a CASA COMUM. Como sempre, é a DEFESA DA VIDA, um dos compromissos da Comissão Justiça e Paz, como Igreja no mundo.
Esperamos você para mais uma Quarta de Paz.

Quartas de Paz


quarta-feira, 1 de março de 2017

Campanha da Fraternidade 2017

Mensagem do Papa Francisco dedicada à Campanha da Fraternidade 2017

Queridos irmãos e irmãs do Brasil!
Desejo me unir a vocês na Campanha da Fraternidade que, neste ano de 2017, tem como tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”, lhes animando a ampliar a consciência de que o desafio global, pelo qual toda a humanidade passa, exige o envolvimento de cada pessoa juntamente com a atuação de cada comunidade local, como aliás enfatizei em diversos pontos na Encíclica Laudato Si’, sobre o cuidado de nossa casa comum.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

sábado, 21 de janeiro de 2017

NOTA DOS BISPOS DO MARANHÃO



AOS CRISTÃOS E AOS CIDADÃOS DO MARANHÃO

Quanto a nós, não podemos nos calar sobre o que vimos e ouvimos (At 4, 20).

Nós, bispos do Maranhão, reunidos em Zé Doca, de 16 a 19 de janeiro de 2017, sob a luz do Espírito Santo, queremos manifestar algumas preocupações referentes ao momento atual.

Ouvimos com apreensão os relatos sobre o que está acontecendo nas prisões do país. São sobretudo os jovens que mais sofrem com essa situação. São eles que, em grande parte, superlotam as penitenciárias, sendo que muitos deles nem sequer foram julgados ou sentenciados. O sistema judiciário apresenta-se como funcional ao modelo econômico vigente, contribuindo para um genocídio não declarado.

Neste ano dedicado à juventude, inquietam-nos as consequências que este modelo econômico traz para os jovens do nosso Estado. Quase 500 mil jovens, com idades entre 15 e 29 anos, nem estudam, nem trabalham, nem têm esperança de estudar ou trabalhar e, por isso, nem vão mais à procura de oportunidades. Garantir às novas gerações o direito à educação de qualidade, ao trabalho, ao lazer e à inserção na vida profissional é papel do Estado democrático e este é, certamente, o modo mais eficaz de prevenir a violência crescente.

GRITO DOS/AS EXCLUÍDOS/AS