sábado, 5 de novembro de 2016

Helena Barros Heluy

Dei um mergulho no tempo: 
revi muitas fisionomias e recolhi lembranças.

Caríssimo  Alípio Cristiano de Freitas, 

Obrigada por adicionar-me  ao seu facebook e ter a oportunidade de ler, nele, tão emocionante  trecho de sua história vivida  em terras do Maranhão.   Mais precisamente,  em São Luís, com sua gente e suas circunstâncias,  em meados do século passado. 

Dei um mergulho no tempo: revi muitas fisionomias e recolhi lembranças. Primeiro,  o movimento estudantil,  secundaristas e universitários em seus memoráveis congressos e sua marcante presença neles; reencontro, ao mesmo tempo,  sua atuação na Floresta,  numa corajosa antecipação dos resultados do Concílio Vaticano II. 

Vejo, depois,  Augusto José do Nascimento ao seu lado, não como um fiel escudeiro somente,  mas um irmão, um amigo,  um companheiro na luta maior de construção de um mundo justo,  solidário e fraterno.

Vejo João Francisco,  Alípio de Freitas e Casimiro Carvalho, ali na Rua da Paz, lutando por uma educação popular,  na campanha  "DE PÉ NO CHÃO TAMBÉM SE APRENDE A LER".

Vejo o Jornal do Povo com sua redação e redatores (Benito Neiva, Manoel Lopes, Joaquim Itapary, Reginaldo Telles, Ubiratan Teixeira), os funcionários da administração (d. Lili, Geraldo Moreira e Raul Ramos), sinto o cheiro e ouço o barulho das máquinas,  contemplo o telefone preto número 1281, na parede, ligando e atendendo, e o jornalista Alípio de Freitas, sempre com uma excelente e oportuna colaboracāo, chegando, cheio de suas permanentes inquietações locais e internacionais. 

Ali, fervilhavam sonhos, política, poesia, utopias sob a direção de Neiva Moreira e Bandeira Tribuzi,  todos subordinados ao consistente slogan "CONTRA A OPRESSĀO E A INJUSTIÇA SOCIAL". 

O texto de Alípio Cristiano de Freitas me faz tornar àquele tempo, é verdade. Mas me faz lembrar também a luta e o sacrifício de muitos, nāo só de  ontem, mas de sempre, inclusive os muitos combatentes, como Alípio, que não perderam nem perdem a ESPERANÇA. 

Não é sem razão o título de seu livro, RESISTIR  É PRECISO, edição esgotada.  

Obrigada, amigo - e um grande abraço,  extensivo a Guadalupe  - pela amizade e pelo carinho com que ilustrou a postagem com a emblemática foto, também ilustrativa,  do "Muro de Vidro" que, em 1961, ousou lançar a candidatura do Pe. Alípio, para as próximas eleições.

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